Coração Feminino: Como Cuidar da Saúde Cardíaca da Mulher
- Íntegra Cardiovascular

- 4 de mai.
- 2 min de leitura
👩⚕️❤️ Coração Feminino: Como Cuidar da Saúde Cardíaca da Mulher
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres, responsáveis por cerca de 1 em cada 3 óbitos femininos no mundo American College of CardiologySciELO Brasil. No Brasil, o cenário não é diferente: coração e circulação seguem liderando a mortalidade feminina há décadas. Apesar disso, muitos sintomas e fatores de risco ainda passam despercebidos ou são subestimados, porque o coração da mulher se manifesta de forma diferente do masculino.

Por que o coração da mulher é especial?
Hormônios femininos — O estrogênio exerce efeito protetor até a menopausa; sua queda acelera o acúmulo de gordura nas artérias. Mulheres que entram em menopausa precoce (<40 anos) têm risco 33 % maior de insuficiência cardíaca European Society of Cardiology.
Inflamação e microvasculatura — As artérias coronárias femininas são, em média, menores e mais suscetíveis a inflamação difusa, o que dificulta detectar placas em exames convencionais.
Gravidez e puerpério — Pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e parto prematuro dobram a probabilidade de doença cardíaca na meia-idade.
Fatores de risco mais comuns (e específicos) nas mulheres
Estresse emocional intenso e dupla jornada
Menopausa precoce ou cirurgias que removem ovários
Sedentarismo, sobrepeso e síndrome metabólica
Uso prolongado de anticoncepcionais hormonais sem acompanhamento
Doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide), que são mais frequentes nas mulheres
Tabagismo — mulheres fumantes têm risco 25 % maior de infarto que homens fumantes
Dica: mantenha um diário de estresse, sono e atividade física para identificar gatilhos pouco visíveis.
Sintomas que podem ser diferentes nelas
Fadiga extrema ou falta de ar sem esforço pesado
Dor na mandíbula, pescoço, costas ou ombro em vez de dor torácica clássica
Náuseas, dor epigástrica ou tontura súbita
Ansiedade inexplicável ou sensação de morte iminente
Palpitações leves, mas persistentes
Esses sinais foram destacados pela American Heart Association como mais prevalentes em infartos femininos, levando algumas pacientes a confundir o quadro com problemas gástricos ou ansiedade www.heart.orgwww.heart.org.
Prevenção em cada fase da vida
Fase | Prioridades-chave | Exames recomendados |
18 – 35 anos | Atividade física, controle do peso, cessar tabagismo | PA e perfil lipídico a cada 2–4 anos |
36 – 49 anos | Gerenciar estresse, avaliar contraceptivos, rastrear diabetes | Check-up anual com ECG; colesterol anual se houver risco |
50 + | Vigiar pressão, colesterol, glicemia e densidade óssea; reposição hormonal (se indicada) | Ecocardiograma, teste de esforço ou score de cálcio conforme histórico |
Estratégias práticas de cuidado
Alimentação cardioprotetora — Base mediterrânea: verduras, frutas, grãos integrais, peixes gordurosos, azeite.
Exercício regular — 150 min/semana de atividade moderada ou 75 min vigorosa, incluindo treino de força 2×/sem.
Gestão do estresse — Técnicas de respiração, ioga, meditação guiada, apoio psicológico.
Sono de qualidade — 7–9 h/noite; insônia crônica eleva cortisol e pressão arterial.
Check-up periódico — Ajustar frequência conforme idade e fatores de risco; não postergar exames por falta de sintomas.
O coração feminino fala baixinho, mas quando é ouvido a tempo, cada mulher ganha anos de vida saudável. Priorize seus exames, ajuste hábitos e procure assistência especializada ao primeiro sinal de alerta.
Na Íntegra Cardiovascular, o olhar é atento às nuances femininas: tecnologias de diagnóstico avançado, equipe multidisciplinar e planos de prevenção feitos sob medida.
👉 Agende sua avaliação e coloque seu coração — e sua autonomia — em primeiro lugar.




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