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Coração Feminino: Como Cuidar da Saúde Cardíaca da Mulher

👩‍⚕️❤️ Coração Feminino: Como Cuidar da Saúde Cardíaca da Mulher

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres, responsáveis por cerca de 1 em cada 3 óbitos femininos no mundoAmerican College of CardiologySciELO Brasil. No Brasil, o cenário não é diferente: coração e circulação seguem liderando a mortalidade feminina há décadas. Apesar disso, muitos sintomas e fatores de risco ainda passam despercebidos ou são subestimados, porque o coração da mulher se manifesta de forma diferente do masculino.




 silhueta feminina com coração e estetoscópio, cercada por ícones de alimentação, atividade física, sono e acompanhamento médico

Por que o coração da mulher é especial?

  • Hormônios femininos — O estrogênio exerce efeito protetor até a menopausa; sua queda acelera o acúmulo de gordura nas artérias. Mulheres que entram em menopausa precoce (<40 anos) têm risco 33 % maior de insuficiência cardíacaEuropean Society of Cardiology.

  • Inflamação e microvasculatura — As artérias coronárias femininas são, em média, menores e mais suscetíveis a inflamação difusa, o que dificulta detectar placas em exames convencionais.

  • Gravidez e puerpério — Pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e parto prematuro dobram a probabilidade de doença cardíaca na meia-idade.

Fatores de risco mais comuns (e específicos) nas mulheres

  1. Estresse emocional intenso e dupla jornada

  2. Menopausa precoce ou cirurgias que removem ovários

  3. Sedentarismo, sobrepeso e síndrome metabólica

  4. Uso prolongado de anticoncepcionais hormonais sem acompanhamento

  5. Doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide), que são mais frequentes nas mulheres

  6. Tabagismo — mulheres fumantes têm risco 25 % maior de infarto que homens fumantes

Dica: mantenha um diário de estresse, sono e atividade física para identificar gatilhos pouco visíveis.

Sintomas que podem ser diferentes nelas

  • Fadiga extrema ou falta de ar sem esforço pesado

  • Dor na mandíbula, pescoço, costas ou ombro em vez de dor torácica clássica

  • Náuseas, dor epigástrica ou tontura súbita

  • Ansiedade inexplicável ou sensação de morte iminente

  • Palpitações leves, mas persistentes

Esses sinais foram destacados pela American Heart Association como mais prevalentes em infartos femininos, levando algumas pacientes a confundir o quadro com problemas gástricos ou ansiedade www.heart.orgwww.heart.org.

Prevenção em cada fase da vida

Fase

Prioridades-chave

Exames recomendados

18 – 35 anos

Atividade física, controle do peso, cessar tabagismo

PA e perfil lipídico a cada 2–4 anos

36 – 49 anos

Gerenciar estresse, avaliar contraceptivos, rastrear diabetes

Check-up anual com ECG; colesterol anual se houver risco

50 +

Vigiar pressão, colesterol, glicemia e densidade óssea; reposição hormonal (se indicada)

Ecocardiograma, teste de esforço ou score de cálcio conforme histórico

Estratégias práticas de cuidado

  • Alimentação cardioprotetora — Base mediterrânea: verduras, frutas, grãos integrais, peixes gordurosos, azeite.

  • Exercício regular — 150 min/semana de atividade moderada ou 75 min vigorosa, incluindo treino de força 2×/sem.

  • Gestão do estresse — Técnicas de respiração, ioga, meditação guiada, apoio psicológico.

  • Sono de qualidade — 7–9 h/noite; insônia crônica eleva cortisol e pressão arterial.

  • Check-up periódico — Ajustar frequência conforme idade e fatores de risco; não postergar exames por falta de sintomas.


O coração feminino fala baixinho, mas quando é ouvido a tempo, cada mulher ganha anos de vida saudável. Priorize seus exames, ajuste hábitos e procure assistência especializada ao primeiro sinal de alerta.

Na Íntegra Cardiovascular, o olhar é atento às nuances femininas: tecnologias de diagnóstico avançado, equipe multidisciplinar e planos de prevenção feitos sob medida.


👉 Agende sua avaliação e coloque seu coração — e sua autonomia — em primeiro lugar.

 
 
 

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